Archive for the 'Textos aleatórios' Category

Love kills

“Odeio quando tenho que fazer isso. Às vezes queria não ser a droga de um demônio.” Ela repetia essa frase mentalmente enquanto andava o mais rápido possível pelas ruas escuras daquela cidade desconhecida. Ela estava pronta para atacar, com a sua melhor roupa de batalha. E o mais importante, estava faminta. Enquanto andava podia sentir aquela desconfortável pressão na boca do estômago, aquele vazio que necessitava ser preenchido. Parou e lambeu os lábios. Pensou em quando tinha sido sua última refeição. Não conseguiu se lembrar.

Virou uma esquina e achou o que tanto procurava: uma festa de humanos barulhentos e jovens. Tão jovens, tão cheios de energia. Cheios da essência que ela precisava para se manter viva. Falando dessa maneira alguém poderia pensar que ela é uma vampira. Mas ela é algo diferente, bem mais forte e perigosa do que qualquer vampiro que esses patéticos humanos idolatram.

Quanto mais ela se aproximava da entrada, mais excitada ia ficando. Seus olhos brilharam e foram do castanho-escuro ao azul quase violeta; envolvente e sobrenatural. Seus cabelos pareciam mais pretos do que nunca e sua pele começou a brilhar. Ela estava mais linda do que nunca. Irresistível. Uma verdadeira predadora. Ela lambeu os lábios mais uma vez. Inspirou e aguçou os seus sentidos para então finalmente entrar na festa. Estava iniciada a caçada.

Texto totalmente aleatório escrito durante a aula de Física. Imaginem o nível do meu tédio.

I’m a wonderlust queen

Era uma vez uma garota que saiu de sua cidade natal carregando o sonho de conhecer o mundo. Por onde começar? Tudo era novo, e ela estava sedenta por toda aquela cultura e toda aquela história que poderia conhecer. Ela queria conhecer todos os oceanos e todas as florestas e todos os desertos. Não queria perder um pedacinho sequer.

Ela viajava procurando por algo que nem mesmo ela sabia o que era. Procurava por amor, procurava por histórias, procurava pelo passado e não se importava com o futuro. A garota nunca encontrava o que tanto procurava, mas isso só fazia com que ela se empenhasse cada vez mais na busca.

Ela passou por todos os continentes, visitando tantos países quanto pudesse. E assim ela seguia, procurando sem encontrar, viajando como podia e finalmente conhecendo o mundo que costumava ser tão distante e agora era todo dela. Ela podia ir pra onde quisesse. Cidades grandes, cidades pequenas e cidades que nem poderiam ser chamadas de cidades.

Ela simplesmente seguia em frente, esquecendo de tudo que deixou pra trás lá na sua cidade natal. Se esquecendo dos problemas, das mágoas antigas e das pessoas que a faziam sofrer. Ela estava livre. A verdadeira liberdade que passou anos ouvindo a respeito. Essa liberdade era boa.

Mesmo assim ela criara duas regras para que sempre continuasse livre: nunca ficar muito tempo no mesmo lugar e se ela percebesse que estava se apegando a alguém emocionalmente, partir o mais rápido possível. Sem vínculos, sem despedidas melosas, sem sentir aquela droga de saudade.

Ela não tinha nada e ao mesmo tempo tinha tudo. E aquela sensação era a melhor coisa que ela já havia experimentado, por isso ela continuava com sua viagem sem destino, indo para onde o acaso a levasse procurando por aquilo que faltava dentro dela. Mesmo assim, a garota era extremamente feliz levando a vida dessa maneira. Era um tipo de felicidade que muitas pessoas morreriam sem nunca ter experimentado. Era algo único e agora fazia parte dela.


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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