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Sobre testes vocacionais

Eu nunca fui muito decidida em relação a minha profissão. Em um dia eu queria ser psiquiatra e no outro eu queria ser jornalista. Desde o ano passado eu penso em fazer um teste vocacional para pelo menos ter um direcionamento, porém eu sempre acabava adiando. Imagina a minha felicidade ao ver que a minha escola nova tinha uma psicóloga disponível para testes vocacionais.

Como os horários da psicóloga eram super disputados, acabei demorando quase 5 meses para concluir o teste. O teste vocacional que eu fiz é dividido em 3 etapas: as duas primeiras são as perguntas e a terceira é a devolutiva, onde você recebe o resultado do teste.

Quando comecei a fazer o teste admito que não coloquei muita fé que aquilo chegaria em algum lugar. Eram perguntas banais -em certo ponto até um pouco idiotas- e o questionário parecia nunca ter fim. Eu fiz o que a psicóloga recomendou e não pensei muito para responder o questionário, apenas colocava a primeira coisa que aparecia na minha mente.

Fui conversar com a psicóloga para receber a devolutiva com a certeza de que daria algo bem absurdo, tipo astronauta. A minha surpresa é que o teste fez bastante sentido e bateu com todas as profissões que eu já havia considerado. O resultado foi esse:

Essas foram as áreas em que eu obtive maior pontuação. Depois disso a psicóloga fez uma relação de todas as profissões que mais combinavam com o meu resultado. Segundo ela Direito seria a melhor opção, pois relaciona as 3 primeiras colocações de maneira equilibrada. Envolve escrita, comunicação e pesquisas históricas.

Minha mãe e meu pai acham que Direito seria a opção ideal para mim. Logo após eu ter feito o teste fiquei durante um mês decidida de que Direito era a minha escolha. Mas sinceramente, eu não sei mais de nada. Nos últimos dias comecei a considerar História, e depois pensei em Linguística…estou perdida. De novo.

Às vezes eu queria ser uma daquelas pessoas que com 5 anos dizem que querem ser tal coisa e passam o resto da vida repetindo isso. A vida parece ser bem mais fácil para elas. Eu não quero tomar a decisão errada e me arrepender depois. Eu conheço pessoas que tiveram que mudar de curso pelo menos umas 3 vezes para finalmente se acharem. E eu também conheço pessoas que escolheram a profissão errada e por não querer admitir o erro levaram o curso adiante, e hoje são super infelizes. Eu não quero isso para mim.

Eu só quero tomar a decisão certa, e principalmente, eu quero acertar de primeira. Será que é pedir muito?

Aventuras no transporte público

Antes de mudar de escola, eu nunca tinha dependido do transporte público. Eu sempre fui para escola de perua escolar, com todo o conforto, segurança etc. O problema é que minha mãe não conseguiu achar nenhuma perua escolar e não tinha ninguém para me levar. Como a escola fica no centro da cidade, ou seja, é relativamente fácil de chegar de ônibus, eu pensei: “Por que não?”

Lá fui eu fazer meu passe escolar e me transformar na mais nova usuária do transporte público. A primeira semana foi traumatizante: eu não estava acostumada a andar de ônibus, não sabia segurar naqueles “ferrinhos” e fazia cara de pânico achando que toda e qualquer pessoa estava ali pra me assaltar. Com o passar do primeiro mês fui me acostumando, já não me assustava tanto com o ônibus lotado e fui ficando mais esperta com tudo.

Durante esses seis meses de aula, admito que passei a achar meio que divertido andar de ônibus: ouvia as conversas mais absurdas, gente cantando, gente falando sozinha, gente brigando com o motorista, aquele famoso “Eu podia estar matando, eu podia estar roubando…”, gente tentando converter qualquer um que sentasse do lado dela, gente discutindo qual é o melhor presídio da região…enfim, eu ouvi de tudo um pouco.

Lógico que não seria eu se essas situações não envolvessem alguns micos: sofri inúmeras (quase) quedas, consegui a proeza de prender o meu casaco na catraca (mais de uma vez) e nos primeiros dias sempre dava sinal no lugar errado.

Agora eu não acho que utilizar o transporte público seja tão horrível como eu pensava antes. Tem os momentos ruins, pessoas grossas, o cheiro (ah, que eu não comece a falar daquele cheiro!), mas se você depende disso para se locomover faça como eu e encare todo dia como: “Uma nova aventura.” Deixa tudo bem mais leve. Prometo.

 


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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