Archive for the 'Drama Queen' Category

Justificativas

Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever.Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever.
Disseram que eu não sei escrever e agora eu não consigo escrever. 

Justificando o meu sumiço. Espero que consiga sair rápido (se eu conseguir) dessa crise. Eu sinto vontade de desistir da vida cada vez que tento escrever alguma coisa. É frustrante. Pode ser que eu esteja exagerando, mas pra mim isso é gigante mesmo. Espero que vocês compreendam. Sou sensível demais. Talvez até seja uma coisa boa que tenham destruído meu sonho de algum dia publicar algo, porque eu provavelmente seria uma daquelas autoras que se escondem em casa só pra fugir das críticas.

Manhê, cadê meus florais?

Esse é basicamente um post para falar sobre a minha falta de vontade para postar. Na verdade, a minha falta de vontade para fazer qualquer coisa que exija o mínimo esforço mental. Me deixa explicar: eu estou estressada. Muito estressada. A pior parte é que nem sei porque. Desconfio, mas não tenho certeza de nada.

E também estou sentindo um pouco de medo, já que da última vez que fiquei irritada e estressada dessa maneira estava tendo uma crise depressiva. Primeiro veio a raiva e depois a tristeza. E eu definitivamente não quero que a tristeza chegue. Como já disse, desconfio do que fez com eu ficasse assim. Algo que magoou mais do que eu gostaria de admitir. Chega a ser até patético. E para ajudar, eu estou dormindo super mal e isso me deixa mais mal humorada ainda. A vida às vezes consegue ser uma droga.

Então eu termino os dois parágrafos que queriam ser um post com a música que passei o dia ouvindo, só para entrar mais ainda no clima de Doctor Who (é esse sábado!):

Sobre o presente de grego


Um ano atrás decidi que iria parar com chapinha/secador/alisamento e deixar meu cabelo ao natural. Depois de anos estragando o cabelo legal que eu tinha (costumava ser algo entre Alicia Keys e Leona Lewis) com muita química, meu cabelo não queria voltar a cachear. Vendo o meu quase desespero, minha tia preferida resolveu comprar um babyliss e me dar de presente, assim super do nada. Fofura level 1.000.

Moram umas garotas no fim da minha rua -que são vizinhas dessa minha tia- que me odeiam porque eu sempre estudei em escola particular e acham que eu sou metida e blá blá blá. Em um dia qualquer das férias, eis que uma delas aparece na porta da minha casa querendo emprestar o meu babyliss. Ela disse que ia a um casamento e perguntou pra essa minha tia se ela tinha um babyliss para fazer um penteado, e minha tia em um gesto de bondade (só que não) mandou ela subir a rua e pedir o meu emprestado porque “sou muito boazinha e não me importaria”.

Meu primeiro instinto foi fechar o portão na cara dela, mas então surge minha tia dizendo que ela tinha pago pelo babyliss e e que eu deveria emprestar. Eu entreguei o babyliss pra garota e disse que ela poderia devolver pra minha tia, porque eu não queria mais. Na hora eu fiquei morrendo de raiva dessa situação, mas depois acabei esquecendo e deixando pra lá.

Eu já tinha apagado tudo isso da minha cabeça, até que hoje minha tia veio fazer uma visita e entrou no meu quarto pra ver como a “sobrinha preferida” dela estava. Por um segundo esperei que ela fosse me pedir desculpas pela situação constrangedora, porém tudo que ouvi foi: “Ah, Marina já que você não queria mais o babyliss disse pra Fulana que emprestou que ela poderia ficar com ele.”

E ouvir aquilo realmente me magoou. Acho que foi pior do que ela ter me mandado emprestar o babyliss pra uma garota que me odeia e não perde a oportunidade de fazer piadinhas a meu respeito. A minha tia sabe muito bem de todas as coisas horríveis que essas garotas já fizeram pra mim.

Pelo menos agora eu entendo o porquê dela ser a pessoa mais odiada da nossa família. Eu entendo também porque minha mãe achava tão estranha todo esse amor que eu tinha por ela. A pior parte é: então por que raios ela foi fazer isso com a única pessoa da família inteira que realmente gostava dela? Eu só sei que ela não é mais minha tia preferida, nem de longe. Esse babyliss foi ou não foi um presente de grego?

Sobre a timeline mais obscura


Hoje eu chorei até meus olhos incharem, uma visão nem um pouco bonita. Eu chorei até não ter mais lágrimas, até minha cabeça latejar de dor. Eu chorei por remorso, culpa e mais uma tonelada de sentimentos misturados.

Eu sou uma boa pessoa. Eu gosto de pensar que sou uma boa pessoa. O problema é que às vezes faço coisas não tão boas assim. É duvidoso. Minha mãe diz que são pequenas torturas psicológicas que infrinjo em alguém que me contraria. Eu ofendo sem necessariamente ofender.

Esse é um lado meu que as pessoas não conhecem. O lado que não é tímido, não é travado e não é nem um pouco fofo e cheio de amor. Ninguém nunca chega perto o suficiente para que o meu lado maligno venha à tona. Infelizmente, minha família está perto demais e é obrigada a conviver tanto com o lado fofo como com o lado maligno.

Quando alguém que está perto demais faz algo que irrita a criança mimada que vive dentro de mim, é como se o lado maligno fosse liberado. Eu tenho que fazer essa pessoa sofrer, não importa quem ela seja. E quando finalmente consigo magoar essa pessoa e algumas horas se passam, é como se eu sentisse a dor da pessoa em mim. Então eu choro, esperneio e vou correndo pedir perdão.

Minha mãe também diz que isso faz parte da vida e que todos tem um lado que não gostam de mostrar. O problema é esse meu lado que não gosto de mostrar é mau, sádico, frio e arrogante. E isso me assusta. Eu temo que um dia o lado do mal contamine o lado do bem. Seria essa a timeline mais obscura?

Sobre supermercados e a blogosfera

Eu ia escrever algo interessante desta vez. Juro que tentei escrever algo que não fosse depressivo, algo mais como um post de blog e menos carta suicida. Mas parece que quando eu penso que estou ficando melhor e não estou tão infeliz assim…bom, eu fico toda infeliz de novo. Para ter noção de quão patética eu sou, hoje eu fiquei com vontade de chorar no meio de um supermercado só porque vi pessoas da minha idade que pareciam felizes. Vontade de chorar em um supermercado por ver pessoas felizes. Eu me pergunto qual seria a minha classificação em uma escala depressiva.

Eu conversei com a minha mãe alguns dias atrás e ela decidiu que já passou da hora de procurar ajuda. Ela ficou de marcar um médico essa semana (juro que não sei se vai ser um psicólogo ou um psiquiatra). Eu já fiz terapia quando tinha uns 6/7 anos (longa história e pode ter certeza que vocês não querem ouvir) e tudo que me lembro é que achava extremamente entediante e sem sentido. Espere que isso realmente me ajude e não seja apenas outra coisa chata para fazer por obrigação uma vez por semana.

Por incrível que pareça, eu conseguir a proeza de me sentir deprimida até na internet. Bateu uma nostalgia da blogosfera de uns 3 anos atrás. Das amizades e awards, longas conversas por comentários e banalidades do tipo. Nos últimos tempos mudei muito de blog, passei meses sem postar e sinto como se não tivesse visto o tempo passar, sabe?  Agora quando vou procurar pelos blogs dos meus “amigos” vejo que metade excluiu ou abandonou e a outra metade mudou tanto…que bom, nem preciso comentar né. Vou tirar esses dias pra visitar alguns blogs novos etc. Caso eu visite seu blog e você venha aqui retribuir eu já te peço: por favor não me odeie. Prometo que tentarei não expressar tanto o meu lado depressivo nos próximos posts. Eu realmente ando precisando conhecer pessoas novas.

Música do post: Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home

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Pequenas coisas que fazem seu dia miserável

– Acordar no meio de um sonho bom. Eu nem lembro direito do sonho, lembro apenas que fiquei muito revoltada quando acabou.

– Acordar as 5 da manhã. Isso nunca deixa ninguém feliz.

– Não ver “o cara do ponto” porque ele estava atrasado. Sério, eu não sei quem ele é, onde mora, onde estuda e etc. Tudo que eu sei é que todos os dias 6:30 da manhã ele está lá no ponto e às vezes vai no mesmo ônibus que eu. E quando isso acontece ele sempre me deixa entrar na frente dele. Isso é fofo, educado…tirando o fato de que ele provavelmente deve me achar a garota mais feia e sem graça que ele já viu na vida dele. Mesmo assim é bom ver caras fofos logo de manhã.

– Um dia só de aulas de exatas. É auto-explicativo.

– Pequenas grosserias. Sério, não tem nada pior do que aguentar grosserias não intencionais logo de manhã.

– Pessoas fofas e apaixonadas. Ok, sou recalcada mesmo e aí?

– Finalmente voltar pra casa. Só que pegar um ônibus lotado e ainda aguentar gente chata falando que a minha mochila estava bloqueando a circulação do ar por ser grande demais (sério, deu vontade de dar com a mochila na cara da pessoa!). E mais uma rodada de grosserias só que dessa vez de estranhos.

– Chorar no corredor de um supermercado. É vergonhoso.

–  Brigar com a minha mãe por uma besteira e fazer ela chorar.

– E finalmente: chegar em casa e perceber que a sua calça preferida da Levi’s está rasgando de tanto usar (!!) e lembrar que foi exatamente o que a minha mãe disse que aconteceria: “Ela vai rasgar no seu corpo de tanto que você usa.” Detalhe é que eu tenho umas 20 calças jeans, porque a minha preferida de todos os tempo tinha que começar a rasgar? Anyway, vou continuar usando mesmo assim e dizer que os rasgos na perna são “estilo”.

Amanhã é outro dia.


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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