Archive for March, 2013

Sobre o mix de memes

Olá, sumido leitor. Fui indicada para dois memes que tratam do mesmo tema –Conheça o blogueiro– , por isso decidi respondê-los em um post só, misturando as perguntas e pulando as repetidas. Fui indicada pela Pam e pela Claris. Obrigada, meninas! Como adoro responder memes, vamos começar logo com isso:

1 – Como surgiu o nome do blog?
Da música Mariella da Kate Nash. Eu tinha acabado de excluir o meu antigo blog porque sentia a necessidade de começar do zero, mas sempre fui péssima com nomes de blog (nem queiram saber o nome do meu primeiro blog). Daí eu estava tentando criar um nome legal, ouvindo Mariella e pensando em como eu me identificava (e ainda me identifico) com a Mariella da música. Foi aí que surgiu o Sendo Mariella.

2 – Há quanto tempo o blog existe?
O blog vai fazer aniversário de um ano no dia 18 de março.

3 – Como você divulga o blog?
Eu sou muito desleixada com a parte da divulgação e admito que preciso melhorar nesse aspecto. Normalmente eu posto nas redes sociais quando tem alguma atualização no blog, respondo comentários e comento em blogs que eu achar interessante. E só.

4 – Quais assuntos tem mais visualizações?
Os posts sobre séries são os mais visualizados. Não me perguntem o porquê.

5 – O que motivou você a criar um blog?
Criei meu primeiro blog quando tinha uns 7/8 anos, porque li numa revista (provavelmente Recreio) uma reportagem falando sobre como era legal e divertido. Gostei e não parei de ter blogs desde então.

6 – Onde você mora?
Campinas – São Paulo.

7 – Quais são os objetivos do blog?
Não tenho nenhum objetivo e nunca nem cheguei a pensar nisso. Enquanto eu estiver me sentindo a vontade, continuarei escrevendo. Tenho blog a tanto tempo que não me imagino vivendo sem.

8 – Quais blogs você visita frequentemente?
Todos os blogs que eu sigo no Bloglovin, o que é bastante. Então por favor, não me faça citar blog por blog rs.

9 – O que te inspira a criar os posts?
Não sei dizer ao certo o que me inspira, só sei que quando sinto vontade venho aqui e escrevo. Talvez é por isso que os posts sejam tão esporádicos. É uma coisa de momento mesmo, eu não fico me forçando e repetindo “tenho que postar no blog”. Isso tira um pouco a graça da coisa.

10 – Qual sua idade?
17 anos (por sinal dia 15 desse mês foi meu aniversário).

11 – Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
Não e sim. Acho que estudante conta como ocupação, né? Estou no 3° ano do Ensino Médio.

12 – O que mais gosta de fazer nos finais de semana?
Admito que espero pelo fim de semana para poder dormir até tarde. Vergonhoso. Fora isso não faço nada de muito interessante, minha vida é bem entediante.

13 – Gosta de café?
Não morro de amores, mas bebo se for necessário pra me manter acordada.

14 – Pretende fazer algo para o blog em 2013?
Atualizar pelo menos uma vez por semana, mesmo com toda a rotina de estudos e etc. Não quero deixar o pobrezinho abandonado.

15 – Você tem outros blogs além deste?
Não. Até tinha um blog ~secreto~, mas que anda abandonado por motivos de: não consigo cuidar nem de um direito, quanto mais de dois.

16 –  Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
Desse blog, não.

17 –  Mande uma mensagem para os seus seguidores.
Desculpa, realmente não sei o que dizer. Obrigada?

Uma música: When Universes Collide – Gogol Bordello.
Um livro: No momento, A Culpa é das Estrelas.
Um filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
Um hobby: Mimar meu cachorro conta como hobby?
Um medo: Enlouquecer.
Uma mania: Várias. Eu tenho TOC (sério).
Um sonho: Publicar um livro.
Não consigo viver sem: Ler e passar pelo menos uma hora por dia cultivando o ócio.
Tem coleção de alguma coisa? Livros, esmaltes e canetas, esse último sendo uma coleção inconsciente.
Do que mais gosta no blog? Eu gosto dessa sensação de falar qualquer bobagem ou desabafar e saber que alguém está lendo e que de certa maneira se importa comigo.
Gostaria de fazer uma pergunta aos próximos participantes? Não, estou respondendo o meme devido a minha falta de criatividade hoje. Ou seja.
Por que nós blogueiros não somos unidos? Existem muitas panelinhas e divergências em relação ao conteúdo postado nos blogs. Acontece.
Qual o livro que mudou algo em sua vida ou em sua maneira de pensar? Ainda estou esperando por esse livro.

Por hoje é só, prefiro me limitar a escrever um post imenso por dia.
Beijos da mais nova feliz proprietária de um Kobo!

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Sobre uma gastrite que vira úlcera

…e sobre uma úlcera que vira câncer no estômago.

Não, paciente leitor, eu não estou morrendo. Estou apenas parando para analisar a linha tênue em que me encontro entre a neurose e a psicose. Eis que estava eu sentada assistindo tv com a minha amada avó e resolvo reclamar de uma dor e sensação de queimação no estômago que me aflige já há alguns dias. Então minha amada (e exagerada) avó começou a me questionar e pedir detalhes sobre essa tal dor. Depois de me interrogar até a exaustão, ela dá o veredito de que eu preciso falar com minha mãe e marcar um médico, porque eu, pobrezinha de mim, era muito doente quando criança e temos que sempre ficar de olho nisso. Ela terminou o discurso com um “provavelmente é gastrite” e me fez tomar um copo de leite gelado (sem Nescau).

Tomei o leite a contragosto e voltei para a minha toca, também conhecido como quarto, e me peguei pensando e criando quadros mentais catastróficos. Nesses quadros mentais eu me imaginei chorando enquanto o médico me falava que eu estava com um câncer no estômago extremamente raro e inoperável, que tudo que eu podia fazer era tentar aproveitar o pouco tempo que me restava.

Então eu me imaginei em diversas situações, fazendo as coisas mais improváveis, viajando pelo mundo durante os meus últimos 3 meses de vida. No final eu morria segurando as mãos do recém-descoberto amor da minha vida, com as minhas últimas palavras sendo: “Por favor, publique minhas memórias.” É nesse momento que meu devaneio se torna póstumo: eu imagino meu próprio velório, penso na reação das pessoas com a notícia da minha morte e tenho a frieza de pensar em como todos seriam hipócritas: pessoas que não gostavam de mim ou não sabiam da minha existência passariam a falar da minha nobreza, de como eu perdi essa luta contra o câncer. Tão nova, com tanta vida pela frente.

O devaneio termina com um close no livro adaptado a partir dos meus diários (“Comecei a viver quando soube que estava morrendo“) na prateleira de uma livraria. Tudo isso com uma trilha sonora escolhida a dedo e efeitos de luz. Finalmente voltei ao mundo real e palpável e pensei na maneira estranha como eu enxergo o mundo. Se eu escapo da realidade com muita frequência? Mas é claro. Sempre que meu olhar ficar muito distante e vidrado pode apostar que tem alguma história maluca sendo contada na minha mente. Se isso me faz bem? Talvez não. Evitar a realidade nunca faz bem, qualquer psicólogo que se preze pode confirmar minhas palavras.

Mas é isso que eu faço, eu evito a realidade. Eu tenho pelo menos cinco roteiros fixos na minha cabeça e dou continuidade a eles todos os dias. Histórias paralelas são sempre bem-vindas. Uma situação desagradável na vida real? Vamos para o meu lugar seguro, já que por lá minha palavra é a lei.

Às vezes tenho medo de confundir e misturar esses dois mundos, de passar a achar que a minha imaginação é na verdade a realidade. Admito que tenho medo de enlouquecer e penso nisso com mais frequência do que uma pessoa normal deveria. Ao mesmo tempo sei que se tivesse que abrir mão de todo o meu universo imaginário,= eu não seria capaz de suportar viver apenas da realidade. Entre a cruz e a espada. Entre a neurose da realidade e a psicose dos sonhos. Depois ainda me perguntam porque sou instável.

Talvez eu devesse procurar a ajuda de um psicólogo. Ou talvez eu devesse criar uma história de uma garota que procura um psicólogo e tem descobertas incríveis a respeito de si mesma. Eu fico com a segunda opção.


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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