Archive for January, 2013

Um pouco de drama e algo mais

Olá pessoas que ainda tem paciência com essa pobre blogueira. Por incrível que pareça não começo esse post pós sumiço de 2 semanas justificando o sumiço em si. Prometi milhares de vezes que atualizaria o blog com frequência, mas nunca consigo cumprir. E aparentemente também nunca canso de arrumar desculpas pela falta de atualização. Chato, eu sei. Estou precisando virar a página.

Esses dias ando muito mal humorada, quase insuportável. Estou distribuindo grosserias a torto e a direito e apesar de saber que esse não é um comportamento aceitável simplesmente não consigo parar. Estou irritada, sem paciência pra nada, incluindo o blog. Eu gosto de pensar que não sei o que está acontecendo, que não faço a mínima ideia de onde vem todo esse mau humor, porém sempre tem aquela voz irritante gritando no fundo da minha mente: “Sim, você sabe muito bem o que está acontecendo.”

Vamos para a parte em que eu conto o que está acontecendo. Eu fui ao médico na semana passada passar por uma consulta de rotina, algo mais por desencargo de consciência do que qualquer outra coisa. Em algum momento durante a consulta, a médica foi ouvir meu coração com estetoscópio (não sei por que, mas adoro essa palavra) e ficou uns 15 minutos parada fazendo isso. Depois ela disse que ouviu algo “diferente” e me mandou fazer uma tonelada de exames só para confirmar se está tudo bem. Minha mãe diz que provavelmente não é nada, apesar de eu notar os olhares preocupados que ela anda lançando na minha direção. É aí que mora o problema: pode realmente não ser nada ou pode ser tudo (de ruim). Tem uma chance de 50% para cada opção e eu não vou ficar em paz e parar com a neurose até ter certeza que realmente não é nada. Só digo que não é muito legal quando um médico ouve alguma coisa “diferente” no seu coração. Diferente é uma palavra ambígua demais para eu ficar tranquila. Eu aceito ser “diferente” em todo o resto, mas tudo que eu peço é por um coração normal.

Agora que já desabafei todo o meu drama do que pode ser um sério problema em cima de vocês, me sinto na obrigação de abordar temas mais leves. Vamos falar da minha nova série preferida da categoria fofurinha do coração: The Carrie Diaries. Acho que a maioria das pessoas deve ter lido pelo menos uma notinha a respeito dessa série que estreou dia 14 desse mês, por se tratar de um prequel da tão aclamada e venerada Sex and the City.

A série mostra a vida de Carrie Bradshaw durante a sua adolescência na década de 80, fazendo suas primeiras descobertas sobre amor, sexo, amizade e família, ao mesmo tempo em que descobre a vida em Manhattan. Como Carrie diz no segundo episódio: “Before the sex and before the city.” Eu recomendo muito pra quem gosta de séries adolescentes bonitinhas.  A protagonista é uma fofa (o cabelo dela é incrível), a ambientação é ótima e faz com que você realmente acredite que aquilo se passa nos anos 80. E é claro, a trilha sonora é muito boa. Até agora a série está puro amor, não tenho do que reclamar. Só temos que rezar pra que ela não seja cancelada tão cedo.

Detalhe inútil, mas que merece ser mencionado: A atriz  Freema Agyeman, que fez a Martha Jones em Doctor Who (provavelmente uma das companions mais odiadas) interpreta a editora de moda Larissa em The Carrie Diaries. Os poucos fãs de Doctor Who que não odeiam a Martha podem matar a saudade da atriz nessa nova série. Não é o meu caso.

Até o próximo post para a continuação do meu drama. Espero do fundo do meu coração (há!) que eu não morra até lá.

Sobre a pior amiga do mundo

Eu sou sua melhor amiga, aquela em que você pode confiar todos os seus medos e que você sabe que nunca te deixaria nem nos momentos mais obscuros. Os momentos obscuros são os meus preferidos e eu me alimento de seus medos. Eu sempre estou ao seu lado na hora em que você precisa tomar decisões e quase sempre sou a responsável pelas decisões erradas e pelo seu comportamento impulsivo e não muito usual.

Eu sou traiçoeira e  faço de tudo para conseguir o que quero. E o que eu quero é que você pare de se martirizar e comece a buscar os culpados pelo seu sofrimento. Assim eu poderei chamar os meus outros amigos para também te fazerem companhia. Eu quero que você se machuque e depois machuque as outras pessoas pelo que elas te fizeram passar. Na maior parte do tempo você responde com lágrimas, mas elas nunca são verdadeiras. Suas lágrimas em momentos assim são tão falsas quanto eu.

Eu decido quem são seus inimigos e te incito a lutar contra ele, mesmo que eles não tenham feito nada pra você. Você é tão levada pelas emoções, pobrezinha, quem não precisa de muito para explodir. Uma bomba relógio extremamente maleável em minhas mãos habilidosas.

Eu posso ser mentirosa, mas ao mesmo tempo você se torna uma traidora. Sempre traindo promessas e seus próprios valores quando decide dar ouvidos a mim. Em algumas ocasiões você até tenta lutar, me afastar por um tempo. Que parte de que eu sou sua melhor amiga e sempre estarei ao seu lado você não entende? Você é fraca e não consegue me afastar por muito tempo. Eu sou a solução prática para a sua tristeza e você foi me aperfeiçoando para atender suas necessidades com o passar dos anos. Você me criou e depois me deu forças para crescer e agora deve arcar com as consequências.

Eu não ligo para beleza do mundo, por isso te enveneno para que tudo que você veja seja eu. No final das contas, eu sou tudo que você tem, bobinha. Você é o médico e eu sou seu monstro. Um monstro que você alimentou por tempo demais. Agora eu sei que você se pergunta se pode me matar, talvez consultando aqueles médicos patéticos que irão te receitar alguns comprimidos coloridinhos que supostamente serviriam para me controlar. Não, você não pode me matar e muito menos me controlar. Eu faço parte de quem você é agora e vou estar ao seu lado até o fim de seus dias.

Você pensa demais e eu penso de menos. Você é controlada e eu sou impulsiva. Nós nos completamos perfeitamente. Acho que até você com essa mente fraca e confusa pode enxergar isso. Eu não existo sem você e sua vida se torna muito sem graça e melancólica sem a minha presença. Esse foi o principal motivo para você ter me criado e me deixado crescer. Você queria se livrar da tristeza. Agora veja, sem mais tristeza pra você. Apenas eu, sua fiel escudeira, aquela que te conhece melhor do que todos.

Eu só gostaria que você parasse de lutar contra mim. Tarde demais. Apenas me aceite. Apenas abra seu coração para mim. Prometo que tudo vai melhorar. Seque essas lágrimas e diga olá para essa velha amiga.

Olá, Marina. Eu sou a Raiva.

ps: Post escrito há algum tempo que eu achei perdido no Draft. Por sinal, tenho muitos posts perdidos por lá que irei publicando aos poucos pra deixar o blog sempre atualizado =)


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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