Archive for November, 2012

Pra não dizer que não falei das flores

Mais um post escrito em uma tarde chuvosa, com a diferença que esse passa longe do clima melancólico do post anterior. Acho que está mais perto de um pedido de desculpas. Eu não sei se com a extrema escassez de posts ainda tenho leitores fiéis (se é que algum dia tive algum), mas se vocês ainda existem peço as mais sinceras desculpas. Eu não sei explicar o que está acontecendo. Tenho tempo sobrando, até tenho vontade de postar e todo santo dia abro a página do WordPress na esperança de receber um sopro de inspiração divina e conseguir desenvolver alguma coisa – qualquer coisa-.

Talvez isso seja mais um bloqueio criativo, já que a semanas não consigo escrever uma história sequer, não importa quão chata esteja a aula (eu e minha mania de escrever durante a aula). Então esse será um post, vulgo tentativa de quebrar esse bloqueio criativo. E também para tirar o peso da consciência de pessoa desnaturada que abandonou o blog.

Assim que minha criatividade permitir volto aqui com um post de verdade que não irá entediar vocês até a morte. Porque isso aqui está mais “pra não dizer que eu não postei”.

ps: Fiz uma conta no Banco de Séries, que pra quem não conhece é um site estilo Orangotag onde você marca as séries que você assiste, dá nota pra episódios e etc. É super bom pra manter as séries em dia. Meu nome de usuário lá é mariellapops, pra quem quiser me adicionar.

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Sobre aquelas chuvas de final de tarde

História de algumas horas atrás. Eu estava sentada no sofá lendo em uma típica tarde preguiçosa quando começou a chover. E foi aquele tipo de chuva que vem do nada e já começa com força e você fica se perguntando como isso aconteceu.

A chuva foi ficando cada vez mais forte, com raios e trovões que assustaram meu cachorro, mas por algum motivo me deixaram encantada. Eu fiquei olhando pela janela da sala como uma boba que nunca viu chuva na vida. Maravilhada, totalmente envolvida.

Parecia o tipo de chuva que cairia em uma cena de filme bem piegas exatamente no momento em que o casal apaixonado se beija. Enquanto  eu olhava aquilo pensando em tudo e nada ao mesmo tempo, algo estranho aconteceu. Minhas mãos abriram a porta, eu atravessei a varanda e de repente me encontrei parada no meio da chuva.

Eu não estava pensando, só parecia uma boa ideia tomar aquela chuva tão linda que eu estava admirando de longe. Seria gostoso dançar na chuva. Por que não? Nunca dancei na chuva antes e…foi aí que meu cérebro voltou a funcionar. Corri pra dentro de casa e fiquei me chamando de estúpida, porque não é uma boa ideia dançar na chuva. É idiota, sem noção e eu nunca nem sequer pensaria nisso se estivesse tendo controle sobre meus atos.

O problema é que eu não tive controle. Esse foi um dos raros momentos que eu tenho impulsos e me deixo levar por eles. Um dos raros momentos em que sou espontânea, natural e não fico pensando por-favor-não-vou-fazer-isso-que-coisa-mais-estúpida-pra-se-fazer.

O meu momento de espontaneidade passou. Eu voltei ao meu “eu normal”: controlado e apático. Porque eu sou assim. Sempre que estou prestes a sentir algo, acabo voltando atrás. Nada é completo, nada é empolgante e nada me faz ficar envolvida completamente. E quando eu chego perto de qualquer uma dessas coisas, o meu “eu normal” toma as rédeas da situação e me faz agir com a dureza de sempre. Eu me auto-saboto diariamente. Eu estrago qualquer oportunidade de felicidade, mesmo que seja algo simples e passageiro. Algo como dançar na chuva. Talvez eu seja louca, porque eu não me permito ser feliz. Para que ser feliz se eu posso ficar reclamando da minha infelicidade, não é mesmo?

Música do post: Nouvelle Vague – Dancing with Myself

Prefiro não comentar sobre o meu sumiço de quase três semanas. Vamos fingir que isso nunca aconteceu.


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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