Archive for August, 2012

Manhê, cadê meus florais?

Esse é basicamente um post para falar sobre a minha falta de vontade para postar. Na verdade, a minha falta de vontade para fazer qualquer coisa que exija o mínimo esforço mental. Me deixa explicar: eu estou estressada. Muito estressada. A pior parte é que nem sei porque. Desconfio, mas não tenho certeza de nada.

E também estou sentindo um pouco de medo, já que da última vez que fiquei irritada e estressada dessa maneira estava tendo uma crise depressiva. Primeiro veio a raiva e depois a tristeza. E eu definitivamente não quero que a tristeza chegue. Como já disse, desconfio do que fez com eu ficasse assim. Algo que magoou mais do que eu gostaria de admitir. Chega a ser até patético. E para ajudar, eu estou dormindo super mal e isso me deixa mais mal humorada ainda. A vida às vezes consegue ser uma droga.

Então eu termino os dois parágrafos que queriam ser um post com a música que passei o dia ouvindo, só para entrar mais ainda no clima de Doctor Who (é esse sábado!):

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Sobre as horas iguais e o fim do mundo

“Eu vejo horas iguais”, dito em uma voz bem no estilo “I see dead people.”  E não pensem que me refiro a horas iguais do tipo 17:17 (tem alguém pensando em você). É diferente e bem mais assustador. É como um chamado da morte.

Eu não sei se todo mundo sabe, mas eu estudo de manhã. Todas as manhãs, sempre antes de comer alguma coisa, eu olho que horas são para ver o quão atrasada eu estou. E toda vez é exatamente 6:17. Eu posso trocar de relógio, olhar o meu celular, o relógio da TV, o celular da minha mãe…Não importa, sempre aparece o temido horário: 6:17.

Acho que já faz um mês que esse horário tem me perseguido. Eu não entendia o que estava acontecendo, mas agora finalmente compreendo. É alguém de algum canto do universo onde existe uma tecnologia avançada tentando me enviar uma mensagem. Hoje de manhã, enquanto deveria estar prestando atenção na prova que estava fazendo, fiquei pensando no significado disso.

Finalmente cheguei ao fundo dessa história: essa é a hora em que o mundo vai acabar. Eu não sei o dia exato, mas sei que isso pode acontecer a qualquer dia a partir de hoje, sempre às 6:17. Por isso, tomem cuidado e se preparem, porque o fim está próximo.

Eu já comecei a pensar no meu plano de sobrevivência e decidi que todos os dias exatamente às 6:17, vou chamar pelo Doctor. Se tem alguém que pode nos salvar da destruição, esse alguém é o Doctor. Afinal, ele já fez isso outras vezes. Ele está acostumado a salvar os tão frágeis humanos da morte e sofrimento. Eu sei que em um desses dias em que estiver chamando por ele, vou ouvir o som mais incrível do universo. E é assim que vou saber que o fim do mundo chegou e que eu estava certa a respeito do 6:17.

É claro que pensei em outras possibilidades em relação ao 6:17. Pode ser um outro sinal. Pode ser que o universo esteja me assustando de propósito com as horas iguais para ver se assim acordo mais cedo e paro de chegar atrasada na escola todos os dias.

Apesar de tudo, eu ainda prefiro acreditar que o fim do mundo está próximo. E assim, continuar dormindo 15 minutos a mais do que deveria.

Sétima temporada de Doctor Who começa nesse sábado, dia 25.  Desculpa gente, não pude resistir rs. Acabei de ver que na verdade só volta sábado que vem. Chorando lágrimas de sangue por mais uma semana sem episódio novo.

Sobre a falta de assunto

Depois do último post, dei uma sumida básica e necessária aqui do blog. Algumas coisas aconteceram e sinceramente, não quero nem pensar a respeito e muito menos escrever. Então esse vai ser um daqueles posts de assuntos aleatórios e sem sentido. Talvez não seja tão diferente assim do resto dos meus posts, mas enfim.

Tirando a coisa desagradável que prefiro não comentar, não tem acontecido nada de muito interessante. Tudo na mesma, só que nesse caso é na mesma de um jeito bom. Eu estou me sentindo bem, então está tudo certo.

Uma coisa boa que eu gostaria de comentar é uma mudança que tem acontecido comigo gradativamente e só hoje minha mãe resolveu comentar a respeito. Ela disse que estou ficando mais carinhosa. É estranho, mas nunca gostei muito das pessoas me tocando. Cheguei a passar meses sem abraçar a minha própria mãe. Era uma frieza desnecessária e chegou a um ponto que a minha família passou a ficar com medo de me tocar pra fazer um carinho ou sei lá, um beijo de boa noite, porque ninguém nunca sabia qual seria a minha reação.

A única data onde eu permitia contato físico era o Natal e fora isso, nem em aniversários eu deixava que me abraçassem. Minha mãe diz que ficou feliz que eu parei com a besteira do não-me-toque. Ela diz que sente como se a menininha dela que adorava abraços e colos estivesse voltando. Se ela está feliz, então também fico feliz. No fundo acho que todo o negócio do não-me-toque era uma fase negra, longa e meio retardada da minha adolescência.

Agora eu deixo vocês com a minha música preferida de todos os tempos e que, pra quem não sabe, serviu de inspiração para o nome do blog.

Sobre aquele sentimento

Sabe aquele sentimento de que você está na hora errada e no lugar errado? Que você está atrapalhando e nunca vai se encaixar em um determinado grupo de pessoas?

As conversar acontecem ao seu redor, mas você não consegue se focar em nenhuma delas. Você sente vontade de chorar e correr, e ao mesmo tempo de dizer “Ei, eu estou aqui. Eu também sou uma de vocês. Prestem atenção em mim!” Só que ninguém presta atenção em você. Só de vez em quando te olham como se você estivesse incomodando, atrapalhando uma reunião de pessoas que seria perfeitamente divertida se você não estivesse ali.

Então você come só para manter sua boca ocupada e ter uma desculpa para não participar das conversas. E quando acaba de comer, fica simplesmente fitando o nada e escutando as risadas das pessoas que estão com você – e ao mesmo tempo estão tão distantes. E isso dói. Muito.

Você pode até ter vontade de se incluir nas conversas, fazer algum comentário. Tentar de todas as maneiras fazer parte do que está acontecendo. Mas então percebe que não tem a miníma ideia do que estão falando. São assuntos deles, intimidades deles. Você não faz parte disso. E eles fazem questão de te lembrar desse ponto. Você simplesmente não pertence.

Então você tenta se controlar durante aquela sessão de tortura e por fim, come a torta holandesa mais amarga da sua vida. Segura as lágrimas até chegar na segurança da sua casa. E então, finalmente, desaba. Daí você se sente o pior ser humano que já viveu. Sente raiva de si mesma por ter sequer aceitado participar daquilo. Sente ciúmes por não estar incluída. Enfim, você se sente um lixo. E foi assim que me senti hoje sentada em uma churrascaria durante o almoço do Dia dos Pais.

Sobre sonhos estranhos

Eu não sei se isso é normal e acontece com todo mundo, mas eu tenho sonhos praticamente todas as noites. Às vezes eu acordo e não consigo lembrar mais com o que sonhei, e tem vezes que acordo e lembro exatamente de tudo que aconteceu no sonho. E nessas horas  eu fico pensando: “Por que raios estou sonhando com isso?”

Os sonhos mais recentes são:

– Sonhei que eu era uma meio-sangue filha de Hades e estava tentando destruir o Olimpo. (?) Culpa de Percy Jackson.
– Sonhei que era Fada Morgana e que joguei Guinevere de um penhasco para poder me casar com Rei Arthur.
– Sonhei que saia caçando e matando todas as pessoas que me irritam. Eu tenho pensamentos psicopatas, tomem cuidado.
– Sonhei que todo o petróleo do mundo era meu.
– Sonhei que era casada e tinha um casal de gêmeos de olhos violetas. Só que daí meu marido me abandonou. (????)
– Sonhei que namorava 3 caras ao mesmo tempo. Ok, sem comentários.
– Sonhei que era uma companion do Doctor em Doctor Who. E depois eu era o próprio Doctor.
– Sonhei que estava sonhando. Então era como se eu estivesse acordada dentro do meu próprio sonho. Na verdade, esse foi até que bem legal.

E por último, provavelmente o sonho mais vergonho e estranho que eu já tive:

– Sonhei com Cinquenta Tons de Cinza. Para ser mais exata, sonhei que era eu Anastasia e estava em um “encontro” com Christian Grey. Tá, acho que estou corando agora. E parte mais estranha é que eu nem cheguei a ler esse livro inteiro (apesar de ter curiosidade, não vou negar).

Todos os créditos desse post ao meu diário que está se transformando em um “caderno de sonhos”. Agora sempre que tenho um sonho esquisito, a primeira coisa que faço depois de acordar é correr e anotar tudo antes que esqueça. Um novo hobby esquisito para adicionar a minha lista.

Sobre o presente de grego


Um ano atrás decidi que iria parar com chapinha/secador/alisamento e deixar meu cabelo ao natural. Depois de anos estragando o cabelo legal que eu tinha (costumava ser algo entre Alicia Keys e Leona Lewis) com muita química, meu cabelo não queria voltar a cachear. Vendo o meu quase desespero, minha tia preferida resolveu comprar um babyliss e me dar de presente, assim super do nada. Fofura level 1.000.

Moram umas garotas no fim da minha rua -que são vizinhas dessa minha tia- que me odeiam porque eu sempre estudei em escola particular e acham que eu sou metida e blá blá blá. Em um dia qualquer das férias, eis que uma delas aparece na porta da minha casa querendo emprestar o meu babyliss. Ela disse que ia a um casamento e perguntou pra essa minha tia se ela tinha um babyliss para fazer um penteado, e minha tia em um gesto de bondade (só que não) mandou ela subir a rua e pedir o meu emprestado porque “sou muito boazinha e não me importaria”.

Meu primeiro instinto foi fechar o portão na cara dela, mas então surge minha tia dizendo que ela tinha pago pelo babyliss e e que eu deveria emprestar. Eu entreguei o babyliss pra garota e disse que ela poderia devolver pra minha tia, porque eu não queria mais. Na hora eu fiquei morrendo de raiva dessa situação, mas depois acabei esquecendo e deixando pra lá.

Eu já tinha apagado tudo isso da minha cabeça, até que hoje minha tia veio fazer uma visita e entrou no meu quarto pra ver como a “sobrinha preferida” dela estava. Por um segundo esperei que ela fosse me pedir desculpas pela situação constrangedora, porém tudo que ouvi foi: “Ah, Marina já que você não queria mais o babyliss disse pra Fulana que emprestou que ela poderia ficar com ele.”

E ouvir aquilo realmente me magoou. Acho que foi pior do que ela ter me mandado emprestar o babyliss pra uma garota que me odeia e não perde a oportunidade de fazer piadinhas a meu respeito. A minha tia sabe muito bem de todas as coisas horríveis que essas garotas já fizeram pra mim.

Pelo menos agora eu entendo o porquê dela ser a pessoa mais odiada da nossa família. Eu entendo também porque minha mãe achava tão estranha todo esse amor que eu tinha por ela. A pior parte é: então por que raios ela foi fazer isso com a única pessoa da família inteira que realmente gostava dela? Eu só sei que ela não é mais minha tia preferida, nem de longe. Esse babyliss foi ou não foi um presente de grego?


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

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