Archive for July, 2012

Sobre o caso Robsten e ser fã

Hoje no Twitter tinham várias pessoas na minha timeline discutindo a respeito da traição da Kristen Stewart e blá blá blá. Notícia velha, vocês provavelmente já cansaram de ouvir falar sobre isso. O motivo que me levou a escrever esse post foi ver algumas pessoas conversando e contando que não dormiram a noite, que choraram o dia inteiro e que estavam sem saber o que fazer diante da notícia da Kristen traindo o Robert. Que aquilo era algo terrível que tinha deixado eles sem chão.

Isso é um resumo por cima de toda a conversa que admito, me deixou chocada. As pessoas estavam agindo como se tivessem descobrido a traição da namorada ou alguma coisa do tipo. E aí  eu me pergunto: você é um fã de Robsten (e nada contra isso), mas o que exatamente você tem a ver com isso? É a vida deles, não a sua. Tudo bem ficar chateado a notícia, eu mesma cheguei a ficar em um estado de “Poxa, como ela pode fazer isso com ele?”. Daí eu me pergunto novamente: até onde é saudável ser fã?

Eu falo por experiência própria, porque eu não tenho cabeça para ser fã. Já fui fã de muitas coisas (inclusive do Robert Pattinson), só que sempre chegava em um ponto onde eu misturava tudo e passava a projetar a minha vida na vida da pessoa. Na minha cabeça, qualquer coisa que acontecesse com o essa pessoa refletiria diretamente na minha vida. Eu passava a viver exclusivamente pela pessoa de que eu era fã.

Até eu perceber que não era saudável tentar viver pela outra pessoa, não era saudável o meu jeito de ser fã. Foi então que eu parei com tudo. Hoje em dia gosto das coisas moderadamente e fico sempre me policiando. Eu fico obsessiva demais quando eu sou fã. Louca demais. Tudo fica exagerado e não é nem um pouco saudável. Eu tenho que viver a minha vida, por mais horrível que seja às vezes.

Isso me leva a pensar que se eu não tenho cabeça para isso, existem outras pessoas que também não tem. São essas mesmas pessoas que passaram a se cortar pela Demi Lovato. São essas pessoas que até hoje gastam seu tempo odiando a Yoko Ono. E também são essas pessoas que escrevem cartas com o próprio sangue declarando o seu amor pelo Sid Vicious (SÉRIO!).

É legal admirar o trabalho de determinado ator/cantor/banda. É super legal procurar saber mais a respeito das coisas que você gosta. É a melhor sensação do mundo quando vai ao show de uma banda que você ama. O segredo é saber controlar as coisas, saber até onde aquele “gostar” é saudável. E uma dica: quando isso começa a afetar a sua vida de uma maneira negativa, não está mais saudável.

Me desculpem se alguém se sentiu ofendido pelo post, juro que não foi proposital. Não me odeiem, eu sou sensível.

Advertisements

Sobre a timeline mais obscura


Hoje eu chorei até meus olhos incharem, uma visão nem um pouco bonita. Eu chorei até não ter mais lágrimas, até minha cabeça latejar de dor. Eu chorei por remorso, culpa e mais uma tonelada de sentimentos misturados.

Eu sou uma boa pessoa. Eu gosto de pensar que sou uma boa pessoa. O problema é que às vezes faço coisas não tão boas assim. É duvidoso. Minha mãe diz que são pequenas torturas psicológicas que infrinjo em alguém que me contraria. Eu ofendo sem necessariamente ofender.

Esse é um lado meu que as pessoas não conhecem. O lado que não é tímido, não é travado e não é nem um pouco fofo e cheio de amor. Ninguém nunca chega perto o suficiente para que o meu lado maligno venha à tona. Infelizmente, minha família está perto demais e é obrigada a conviver tanto com o lado fofo como com o lado maligno.

Quando alguém que está perto demais faz algo que irrita a criança mimada que vive dentro de mim, é como se o lado maligno fosse liberado. Eu tenho que fazer essa pessoa sofrer, não importa quem ela seja. E quando finalmente consigo magoar essa pessoa e algumas horas se passam, é como se eu sentisse a dor da pessoa em mim. Então eu choro, esperneio e vou correndo pedir perdão.

Minha mãe também diz que isso faz parte da vida e que todos tem um lado que não gostam de mostrar. O problema é esse meu lado que não gosto de mostrar é mau, sádico, frio e arrogante. E isso me assusta. Eu temo que um dia o lado do mal contamine o lado do bem. Seria essa a timeline mais obscura?

Relembrando a infância: Avatar – The Legend of Korra

Eu não consigo lembrar de tudo que assistia durante a minha infância, mas se tem uma coisa que realmente me encantou e que eu lembro e gosto até hoje foi Avatar: A Lenda de Aang (aka Avatar: The Last Airbender). Eu não perdia um episódio e tudo a respeito daquele mundo me encantava.

Se você não chegou a assistir, a tia Mariella explica: a história se passa em um mundo onde algumas pessoas tem a habilidade de controlar -dobrar- algum dos quatro elementos. O mundo é divido em Reino da Terra, Nação do Fogo, Tribo da Água e Nômades do Ar; apesar dos últimos já terem entrado em extinção. O Avatar é o único capaz de dobrar todos os quatro elementos e é responsável por manter o equilíbrio entre as nações, e também do mundo espiritual. Aang -o Avatar- é um garoto de 12 anos e o último dobrador de ar. Sua missão é restaurar o equilíbrio entre as nações acabando com a guerra iniciada pela Nação do Fogo, que já durava 100 anos.

Eu assistia na Nickelodeon e não me lembro se chegou a passar em algum outro lugar. Há uns 2 anos atrás eu cheguei a baixar a série completa e assistir de novo, só para matar a saudade. Agora imaginem o tamanho da minha felicidade quando no começo do ano eu vi que The Legend of Korra, uma continuação para A Lenda de Aang, finalmente estreou nos EUA.

Na nova série, que é situada 70 anos depois dos eventos finais de A Lenda de Aang, Korra é a reencarnação do Avatar e e pertence a Tribo da Água do Sul.  A série começa quando Korra  já sabe dominar 3 elementos e está iniciando seu treinamento do elemento ar com o Mestre Tenzin, filho de Aang. Ela se muda para Republic City, uma cidade idealizada por Avatar Aang e o centro do novo mundo, mas que sofre com um movimento antidobra muito forte e uma revolução prestes a explodir.

No começo sempre rola aquela insegurança com a série e as comparações com A Lenda de Aang são inevitáveis. O mais legal é ver a relação com os personagens da série original. Os filhos do Aang e da Katara, a filha da Toph,o neto do Zuko. É tudo muito amor. Admito que não gostei da Korra logo de cara, porque na minha cabeça o Avatar era o Aang e pronto. Ver o Avatar como uma garota da Tribo da Água foi um tanto…diferente. Mas depois de uns 3 episódios já estava super apegada com Korra e o novo Team Avatar.

A temporada é curtinha -apenas 12 episódios de mais ou menos 25 minutos- e eu assisti em dois dias e só porque parei para fazer outras. Se concentrando, dá para assistir em uma tarde. É uma das séries que eu recomendo muito, e traz aquela nostalgia da infância. Para quem se interessou  e não viu a série antiga, eu acho que dá para assistir tranquilamente. Você vai acabar perdendo algumas referências, mas nada que atrapalhe a história. A série já foi renovada, então assistam sem medo de cancelamentos.

Link de um torrent seguro com a série completa e cheio de seeds (aqui eu baixei em 5 minutos!), mas provavelmente dá pra encontrar em qualquer site de download.

Sobre pastel de forno e se sentir bem

Hoje a minha mãe fez pastel de forno para o jantar. Sábado aqui na minha casa é dia de comida diferente; de pedir pizza ou de testar uma nova receita. Isso é regra desde quando eu era bem pequena. E é bem legal, até mesmo quando a criatividade esgota a gente acaba simplesmente fazendo um lanche de presunto e queijo. Isso me deixa feliz, eu acho. Eu me sinto bem quando a minha mãe procura por receitas ou pede minha ajuda para preparar alguma receita, como hoje quando eu ajudei com o pastel.

Outra coisa que também me faz sentir bem é ver minha vó e as irmãs dela discutindo por coisinhas bobas entre si, mas ficando furiosas quando alguém de fora magoa uma delas. Coisas de família grande. Também é bem fofo. É o tipo de situação que me faz dar um sorriso sincero quando presencio. É bem legal.

Também é legal quando minha mãe volta da rua com o meu chocolate preferido ou sai de casa no meio da chuva só para comprar Coca-Cola pra mim. Às vezes ela também faz bolo de chocolate durante a semana, me acorda de manhã com uma caneca de chocolate quente e me abraça sem nenhum motivo. Só pra me fazer sorrir. Só pra me ver feliz.

Até mesmo meu pai, que é mais frio e distante, tem demonstrações estranhas de carinho. Como quando ele sorri aliviado ao ver que eu estou feliz. Quando ele quer saber porque eu estou tão triste. Quando ele compra coisas caras só pra me ver feliz.

Esse fim de semana está sendo frio e chuvoso, mas mesmo assim acho que estou me sentindo bem. Eu estou gripada, com uma alergia horrível e mesmo assim me sinto bem. Me sinto bem mesmo depois de ter ficado acordada a noite passada inteira lendo um livro.

Essas férias eu decidi fazer algo diferente (e não, não envolve bons drinks): eu decidi não ficar deprimida. Eu decidi não ficar chorando pelo que eu acho que falta na minha vida e ficar feliz pelo o que está nela. É bem Pollyana, admito. Até agora tem funcionado. Está frio, eu estou de férias e pela primeira vez em 3 anos eu não estou deprimida a ponto não querer sair da cama. E eu me sinto realmente bem por isso.

Música do post: Florence + The Machine – Shake It Out

Sobre testes vocacionais

Eu nunca fui muito decidida em relação a minha profissão. Em um dia eu queria ser psiquiatra e no outro eu queria ser jornalista. Desde o ano passado eu penso em fazer um teste vocacional para pelo menos ter um direcionamento, porém eu sempre acabava adiando. Imagina a minha felicidade ao ver que a minha escola nova tinha uma psicóloga disponível para testes vocacionais.

Como os horários da psicóloga eram super disputados, acabei demorando quase 5 meses para concluir o teste. O teste vocacional que eu fiz é dividido em 3 etapas: as duas primeiras são as perguntas e a terceira é a devolutiva, onde você recebe o resultado do teste.

Quando comecei a fazer o teste admito que não coloquei muita fé que aquilo chegaria em algum lugar. Eram perguntas banais -em certo ponto até um pouco idiotas- e o questionário parecia nunca ter fim. Eu fiz o que a psicóloga recomendou e não pensei muito para responder o questionário, apenas colocava a primeira coisa que aparecia na minha mente.

Fui conversar com a psicóloga para receber a devolutiva com a certeza de que daria algo bem absurdo, tipo astronauta. A minha surpresa é que o teste fez bastante sentido e bateu com todas as profissões que eu já havia considerado. O resultado foi esse:

Essas foram as áreas em que eu obtive maior pontuação. Depois disso a psicóloga fez uma relação de todas as profissões que mais combinavam com o meu resultado. Segundo ela Direito seria a melhor opção, pois relaciona as 3 primeiras colocações de maneira equilibrada. Envolve escrita, comunicação e pesquisas históricas.

Minha mãe e meu pai acham que Direito seria a opção ideal para mim. Logo após eu ter feito o teste fiquei durante um mês decidida de que Direito era a minha escolha. Mas sinceramente, eu não sei mais de nada. Nos últimos dias comecei a considerar História, e depois pensei em Linguística…estou perdida. De novo.

Às vezes eu queria ser uma daquelas pessoas que com 5 anos dizem que querem ser tal coisa e passam o resto da vida repetindo isso. A vida parece ser bem mais fácil para elas. Eu não quero tomar a decisão errada e me arrepender depois. Eu conheço pessoas que tiveram que mudar de curso pelo menos umas 3 vezes para finalmente se acharem. E eu também conheço pessoas que escolheram a profissão errada e por não querer admitir o erro levaram o curso adiante, e hoje são super infelizes. Eu não quero isso para mim.

Eu só quero tomar a decisão certa, e principalmente, eu quero acertar de primeira. Será que é pedir muito?

Sobre o problema da escrita

Eu não sei o que está acontecendo comigo ultimamente, mas ando sentindo dificuldade em escrever. Não consigo explicar direito o que é e nem por que isso está acontecendo. Só sei que cada vez que tento escrever alguma coisa (seja um post, uma página no meu diário, um recado em um post-it) as palavras parecem fugir de mim.

Eu já tinha notado isso nas últimas redações que entreguei antes das férias. Entendam: eu não gosto de escrever sob pressão, e parecia que a cada redação que eu era obrigada a escrever e a cada tema que não despertava meu interesse, eu ia escrevendo cada vez pior. Isso não chegou a refletir nas minhas notas e eu pensei que quando as férias começassem tudo isso sumiria. O problema é que não sumiu.

Eu não quero que vocês pensem que eu acho que escrevo super bem e esteja sendo metida, pelo contrário. Para falar a verdade eu acho tudo o que eu escrevo uma droga, mas isso talvez seja a minha falta de amor próprio falando mais alto. A verdade é que independente se eu escrevo bem ou não: eu gosto de escrever.

Eu não sei se é porque eu me sinto mais confortável escrevendo, não tenho tanto receio de falar o que penso. Existem certas conversas que eu prefiro ter pessoalmente, quando você pode ver a expressão da pessoa e ter uma ideia geral se ela está gostando do que você está dizendo ou não. Mas se o assunto for sentimentos (principalmente os meus): sou mil vezes melhor escrevendo.

Espero que isso só seja uma fase, uma espécie de bloqueio, e que melhore com o passar dos dias. Espero que quando as aulas voltarem eu não tenha que escrever mais nenhum conto de fadas ou fábula (POR FAVOR!). Eu realmente espero que as palavras voltem a ser minhas amigas. Porque vocês não tem noção de como eu amo escrever.

Música do post: Kate Nash – Birds


Mariella

"But Mariella just smiled as she skipped down the road because she knew all the secrets in her world."

@mariellapops

Error: Twitter did not respond. Please wait a few minutes and refresh this page.

bloglovin